sábado, 9 de abril de 2011 | By: "Prisioneiro do seu próprio Mundo"

Kurt Cobain, 17 anos depois

Fez ontem 17 anos que Kurt Cobain foi encontrado, na sua casa de Seattle, três dias após morrer.
Kurt Cobain era vocalista e guitarrista dos Nirvana, uma das bandas mais carismáticas das últimas duas décadas. Cobain foi várias vezes referenciado como bipolar, devido às suas inconstâncias de humor. Oscilando entre estados de profunda depressão e extrema euforia. Contudo, Kurt deixou um curto mas marcante percurso musical e continua a influenciar bandas em todo o mundo e a conquistar ouvintes, mesmo junto daqueles que nasceram após a sua morte.
É sem margem para dúvidas um cantor que marcou gerações. O seu legado continua e, apesar de a sua vida ter sido marcada por uma infância conturbada devido a violência doméstica, uma ascensão meteórica ao estatuto de ícone musical, a pressão de representar uma geração e aos constantes problemas com as drogas, conseguiu que a mensagem, contida nas suas músicas, continuasse viva.
Se será um exemplo a seguir? Talvez não. Mas será sempre alguém que apesar de todas as conturbações porque passou conseguiu fazer com que a sua passagem no mundo fosse recordada, muitas vezes com saudade.
Aqui ficam dois vídeos ( Come as you are e Smells Like Teen Spirit).
 

domingo, 20 de março de 2011 | By: "Prisioneiro do seu próprio Mundo"

Visita à Casa de Saúde do Bom Jesus


Nos dias 8 e 9 de Março de 2011 o grupo visitou a Casa de Saúde do Bom Jesus em Braga (CSBJ). 
          A CSBJ é uma casa de saúde mental, orientada pelas Irmãs Hospitaleiras da Congregação do Sagrado Coração de Jesus. Acolhe essencialmente mulheres, sendo que a única unidade que acolhe homens é a unidade de S. Luís – toxicodependência. Estas unidades, agrupam pessoas com dificuldades semelhantes, tendo atenção à faixa etária e às limitações de cada um.
            Com esta visita o grupo pretendia conhecer o funcionamento de uma instituição de doentes mentais, tomar conhecimento do tratamento médico aplicado a estes doentes e principalmente conhecer o dia-a-dia destas pessoas que, infelizmente, muitas vezes são desprezadas e excluídas pela sociedade.
            O primeiro contacto com a instituição foi efectuado através da Enfermeira Paula Palmeira, que nos permitiu passar estes dois dias na instituição.  
Nestes dois dias o grupo foi orientado pela Irmã Fernanda (Irmã Hospitaleira responsável pelo Serviço de Voluntariado) que, sendo muito atenciosa nos recebeu muito bem e nos orientou nestes dois dias.


             No primeiro dia, o grupo conheceu as instalações e o funcionamento dos diversos serviços prestados na CSBJ. Visitamos duas unidades, a unidade de São Bento que tem doentes mais débeis e a unidade de São José que tem doentes mais autónomos.
Nestas unidades, o grupo pôde:
  • Interagir com alguns doentes; 
  • Tomar conhecimento da sua rotina; 
  • Ver os trabalhos manuais realizados por eles; 
  • Observar as actividades que os técnicos de saúde desenvolvem no tratamento dos mesmos; 
  • Participar com eles nalgumas actividades recreativas e lúdicas; 
  • Ajudar nalgumas tarefas quotidianas que fossem necessárias; 
  • Ter o privilégio de participar em actividades de motivação e animação dos doentes. 





           Como era dia de Carnaval, durante a tarde, fomos passear até ao centro de Braga com um grupo de doentes sob a coordenação e acompanhamento da Irmã Fernanda. Com este passeio apercebemo-nos de que para estes doentes, uma simples saída da instituição é algo que valorizam muito.



 
             Para nós foi um acto gratificante uma vez que foi possível testemunhar a alegria vivida por eles.
             O segundo dia foi essencialmente para realizarmos entrevistas à equipa técnica que nos transmitiram informações muito úteis acerca do tratamento de Doenças Mentais.

 
            No decorrer da tarde tivemos oportunidade de conhecer alguns espaços exteriores da instituição como jardins, uma quinta biológica e espaços para desporto e lazer, que contribuem para o bem-estar geral dos doentes.



 
Com esta visita o grupo teve a oportunidade de conhecer mais de perto a realidade vivida pelos doentes mentais e de conhecer o funcionamento de uma instituição especializada e com larga experiência no tratamento de doenças mentais.
            Foi uma experiência muito gratificante e enriquecedora para todo o grupo uma vez que testemunhamos o que é o dia-a-dia de um doente mental institucionalizado.
            Pudemos testemunhar as suas dificuldades e limitações mas também partilhamos com eles as suas alegrias e as suas experiências de vida!
O grupo sente que cresceu muito com esta experiência pois lidando de perto com esta realidade foi-nos possível crescer enquanto seres humanos, o que nos permitirá daqui para a frente ter uma atitude pró activa e de inclusão destas pessoas na sociedade que é de TODOS nós!